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Intalação – projecto audio

Após algumas dúvidas que surgiram relativamente ao meu trabalho e ao facto de se tratar realmente de uma instalação ou de uma performance, decidi deixar cá um pequeno exclarecimento quanto á ideia assim como uma pequena justificação apartir da qual me parece claro, do meu ponto de vista, que se trata realmente de uma instalação e não de outra coisa qualquer:

No passado dia 26 de Novembro de 2009, o grupo VIV’ARTE | arte para todos, organizou uma visita de estudo a Lisboa na qual constava a visita guiada à Gulbenkian e a visita à Feira de Arte contenporario realizada na Fill – a arte lisboa 09.

Durante a visita guiada na Gulbenkianvimos uma instalação de um autor cuja ideia base se aproxima da minha em determinados pontos.

Tratava-se de um espaço vedado onde o autor circulava; nesse espaço haviam umas cordas e no fundo de tudo um cavalete. Ao lado do cavalete estavam a ser projectadas imagens do autor enquanto montava a obra (os que visitaram, recordam-se?).

Este trabalho era então uma instalação e, se analisarmos bem, o meu trabalho toca esta instalação em alguns pontos!

Assim, a arte esta representada por um cavalete, que por muito que o mundo artístico tenha mudado continua a ser um dos principais símbolos das artes plásticas – cuja temática o liga imediatamente ao ideal do grupo “arte para todos” do projecto VIV’ARTE, cumprindo o nosso objectivo (tanto meu como da Daniela) na realização deste projecto de forma a que o podessemos interligar com as actividades de area de proecto;

Na instalação da Gulbenkian, as imagens do autor estavam a ser projectadas como recurso á ausência do autor no espaço, porque na realidade (como explicou a guia) o autor quando projectou a obra pretendia estar presente e agir directamente com a obra diante do público; estando a instalação num museu seria impossível manter o autor ali todo o tempo, motivo pelo qual aparecem na obra as fotografias projectadas.

Tal como este autor, também nós pretendemos agir directamente com a obra! Não deixando ela necessariamente de ser uma instalação, no meu ponto de vista (e deste autor também).

Assim, pretendemos ter uma intervenção directa com a nossa própria obra, criando um dinamismo talvez um bocadinho fora do comum.

Não sei se me fiz entender correctamente…

Quanto aos sons, tratar-se-iam de sons que podem ser produzidos – acidentalmente, ou não – enquanto se pinta uma tela. Vejamos alguns exemplos: Se os pincéis caírem ao chão, produzirão um som; da mesma forma que a tinta ao sair da embalagem produz um outro som; o próprio pintor produz sons quando se movimenta para ir buscar este ou aquele material.

Todos estes sons se fariam então acompanhar de uma música de fundo, de carácter calmo e sereno fazendo transparecer as características calmantes e de certa forma terapêuticas da pintura!

Como elo de ligação entre a arte e os “não lugares” projectaríamos sobre a tela imagens que tão rapidamente apareceriam como poucos segundos depois desapareceriam, de lugares de ninguém que são muitas vezes  aproveitados por artistas de rua para fazerem deles a sua própria arte

Penso que esta minha ideia não foge de forma alguma à definição de instalação uma vez que todos os pormenores foram pensados com o intuito de criar uma mensagem que será assim transmitida ao espectador despertando nele sensações: como já escrevi num dos meus posts, “a arte de instalações, também denominada de krafts, é uma manifestação artística muito usual a partir de meados do século XX onde a obra é composta pelo autor num ambiente criado, fechado ou não, e que joga com a organização dos elementos que compõem a obra. Assim, a disposição de elementos no espaço tem sempre uma intenção – normalmente de criar uma relação com o espectador, isto é, provocar sensações tanto físicas como emocionais: frio, calor, odore, som, medo, curiosidade, ou qualquer coisa que simplesmente chame a atenção do público em redor. ”

Espero ter sido um pouco mais clara quanto ao propósito deste meu projecto!

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Instalação – audio

Hey,

Hoje definimos em oficina multimédia o objectivo concreto do nosso projecto de audio, que ao contrário do que acontecera anteriormente nos permite uma certa liberdade de escolha de temáticas a abordar e meios a utilizar.

Este novo projecto consiste na realização do projecto de uma instalação que deve obrigatóriamente conter audio. Este audio deve ser recolhido e trabalhado por nós mesmos (para tal, no passado Domingo dia 31 de Janeiro, organizamos uma visita de estudo aberta á cidade do Porto exactamente como intuito de captar sons e imagens que podessem ser-nos uteis na concepção do mesmo projecto. PODEM VER AS FOTOGRAFIAS QUE TIREI NO MEU FLICKR: http://www.flickr.com/photos/claudiamonteiropereira/sets/72157623321985364/). O projecto tem igualmente de abordar directa ou indirectamente os não lugares.

Tendo em conta a finalidade do nosso projecto a desenvolver em area de projecto, cujos principios podem ver na página deste blog dedicada ao mesmo: https://claudiampereira.wordpress.com/vivarte-arte-para-todos/ , tenciono basear-me no conceito de arte e muito particularmente de instalação (relação autor/obra) para levar a arte á sociedade abordando igualmente a temática dos não lugares. Assim, a minha instalação não será apenas um projecto, mas sim, uma maquete com o intuito de montar realmente a instalação num dos espaços do colégio.

Esta instalação terá como base a arte, devidamente representada pelo cavalete, pelos sons produzidos durante o processo de criação de uma obra e, numa ultima fase, pela criação da própria obra diante dos olhos do espectador (isto é, numa primeira fase, o espectador verá apenas uma tela em branco sobre a qual são projectados “flaches” de imagens de alguma forma relacionadas com os “não lugares”. Numa outra fase, o observador poderá realmente assistir á progressão da tela, na qual o autor representará um dos tão falados não lugares – a definir). Todo este processo será ainda acompanhado não apenas pelos sons das tintas e dos pincies, como também de uma música de fundo cujo tom variará consuante o momento e também de sons captados e de alguma forma relacionados com o “não lugar” abordado na instalação. Este não lugar poderá ser uma estação de comboios, um aero-porto, um simples corredor que serve apenas de passagem ou até um local abandonado.

Tenho grandes espectativas para este projecto, espero não me desiludir!

Consuante o projecto for avançando, vou-vos deixando cá alguns esboços e fotografias. Espero que gostem 😉

Bye